COHOUSING, A CULTURA DA PARTILHA PARA UM MODELO MAIS SUSTENTÁVEL DE HABITAÇÃO
Um mundo com cidades cada vez mais populosas e, ao mesmo tempo, com habitantes cada vez mais isolados, parece ser inevitável. Porém, um pequeno mas crescente movimento está a contrariar esta tendência. Trata-se do Cohousing, que reúne pessoas dispostas a desenvolver novas zonas urbanas com base num estilo de vida sustentável, no espírito de comunidade, no apoio mútuo, no convívio entre vizinhos e na partilha de estruturas.
O Cohousing teve origem na Dinamarca, em meados da década de 70, e rapidamente se espalhou pela Escandinávia, Alemanha e América do Norte. Mas foi nos últimos anos que o movimento ganhou mais força e chegou a dezenas de outros países. Para se ter uma ideia, só no Reino Unido já existem mais de 60 comunidades desenvolvidas ou em fase de desenvolvimento.
As comunidades Cohousing funcionam como uma espécie de aldeia privada onde, embora os moradores tenham as suas próprias casas, o espaço comum é privilegiado. Cada uma destas comunidades estabelece os seus próprios princípios, de acordo com as necessidades dos seus moradores e, principalmente, com o objetivo de economizar recursos naturais e de aproximar pessoas. As estruturas podem passar, por exemplo, por lavandarias, refeitórios, hortas, salas de jogos ou bibliotecas.
Também é comum haver partilha de meios de transporte, como carros ou bicicletas.
Entre os grupos que mais se têm sentido atraídos pelo cohousing, estão as pessoas de faixas etárias mais elevadas e que vivem sozinhas, mas que não se querem sentir isoladas, e também as famílias jovens que procuram um lugar seguro para criar os filhos mais livremente e, ao mesmo tempo, ter uma base de apoio que permita conciliar os compromissos familiares com o trabalho. Entretanto, o que todos as comunidades têm em comum é um forte desejo de, coletivamente, reduzir a sua pegada ambiental.
Segundo responsáveis pelo projeto de Cohousing, este conceito poderá ser um modelo de construção para as cidades do futuro. Esta tendência pode ser facilmente confirmada com o número crescente de pessoas, um pouco por todo o mundo, que manifestam o desejo de viver num lugar onde se possam relacionar com os outros, num ambiente natural de proteção que permita que cada um seja um cidadão mais ativo.
Fonte: The Guardian
Fotos: cohousing.ca
