A Gestão de água num jardim - SAGIPER
SAGIPER
Menu

BLOG

A Gestão de água num jardim

A Gestão de água num jardim

Aproximando-se o verão torna-se ainda mais importante haver uma boa gestão de água no jardim. Os dias ficam muito quentes e os jardins precisam de mais água. Não queremos que as plantas sequem mas também não convém desperdiçar água, que é um bem precioso.

Em Portugal temos tido algumas épocas de seca, algo realmente preocupante. A água é fundamental, não só para o nosso corpo e o uso diário mas também para a agricultura que nos alimenta e para todos os seres vivos. Portanto, é essencial fazer-se uma gestão sustentável da água utilizada, tornando o seu uso mais responsável e eficiente.

Um jardim não precisa de água potável, sendo que a água da chuva normalmente até é mais rica e adequada para as plantas, pois poderá ter matéria orgânica e nitratos importantes, e não tem quaisquer tratamentos.

A primeira forma de economizar água é ter um depósito de água da chuva, que se vai acumulando e pode ser usada quando é mais necessária. Pode também optar por ter um jardim de chuva: um jardim modelado e plantado para receber as águas da chuva, inclusive dos telhados, acumulando-as numa bacia de retenção e fazendo, através dos desníveis do terreno e inclinações a distribuição para outras áreas do jardim.

O projeto do jardim terá influência na água que será gasta, quanto mais adaptadas ao clima em que se encontrem as plantas foram, menos necessidades extra irão ter. Plantas de climas secos, como o clima mediterrâneo, toleram bastante bem a falta de água. Relvados, por exemplo, são grandes consumidores de água, mas ainda assim há opções que permitem economizar como efetuar cortes menos frequentes e menos baixos.

Plantas jovens e recentemente plantadas também vão ser mais exigentes em água do que árvores e arbustos já estabelecidos e cujas raízes conseguem já fazer uma boa gestão da água.

Nas áreas arbustivas ou com plantas herbáceas será uma mais-valia colocar um mulch, uma camada superficial que pode ser em casca de pinheiro, estilha de madeira ou mesmo gravilha. Para além de ajudar a impedir o aparecimento de ervas daninhas, esta camada superior permite manter os níveis de humidade do solo, reduzindo a evaporação.

As plantações deverão ser feitas entre o Outono e a Primavera, de modo a que a planta possa desenvolver bem as raízes, antes do tempo quente e seco.

A automatização da rega permite eliminar o desperdício de várias formas:

  • É possível integrar no sistema um sensor de chuva e humidade, que faz parar o sistema quando existem níveis suficientes de humidade no ar ou está a chover.
  • Permite programar a rega para ocorrer nas alturas adequadas. Geralmente à noite ou durante a manhã e não durante os picos de calor em que ocorre mais evaporação.
  • Pode ser desenhada por setores, mediante as necessidades das plantas, em que por exemplo, um relvado pode regar com aspersores e uma área de arbustos terá um sistema gota-a-gota.

●  Os sistemas gota-a-gota geram menos desperdício, libertando água de forma muito localizada e prolongada, a água acaba por chegar às raízes das plantas com maior eficiência.

Se optar por um sistema automático é importante que ele seja bem dimensionado, para esse efeito pode consultar um arquiteto paisagista, um engenheiro agrícola ou outro técnico especializado.

Se já tem o sistema de rega a funcionar, antes de começarem os dias mais quentes, aproveite para o testar, verificando todos os componentes e mesmo a programação.

É possível ter belíssimos jardins a par com uma gestão sustentável da água.

Amália Souto de Miranda
Arquiteta Paisagista 

Share