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Limoeiro, Laranjeira, saiba mais sobre os citrinos

Limoeiro, Laranjeira, saiba mais sobre os citrinos

Algumas árvores produzem este alimento que nos dá tanto de saboroso como de nutritivo, que é a fruta. Grande parte dos citrinos tem a particularidade da sua colheita ser feita no Inverno, uma altura não tão comum e quando tanto precisamos deles.

Fonte de várias vitaminas, os citrinos são muito utilizados em sumos e fragrâncias e apreciados por quase todos. São árvores que gostamos de ter no nosso jardim, porque para além de bonitas e perfumadas, nos dão estes deliciosos frutos que deixamos assim, de ter de comprar.

São árvores do género Citrus, tais como: a laranjeira doce e azeda, a tangerineira, limoeiro, limeira, toranjeira e cumquates, mais abundantes no sul do país pela necessidade que têm da luz solar.

Os citrinos apreciam bastante sol e calor, e não suportam temperaturas muito baixas, que destroem os novos rebentos. Assim, nos jardins do renascimento surgiu a Orangerie, área geralmente exposta a sul, com grandes arcadas onde se colocavam as laranjeiras em vasos ficando estas protegidas do frio do inverno e sendo depois dispostas nos jardins. Com o desenvolvimento do vidro começaram a ser feitas de paredes de vidro, como estufas.

As Orangerie eram um sinal de distinção nas residências aristocráticas, de que é um bom exemplo a Orangerie em arcadas, presente no palácio do Versailles ou o edifício envidraçado do palácio das Tulherias, em Paris, que serviu de inspiração a muitas outras e onde hoje é o museu da Orangerie.

Existem também nos jardins históricos, estruturas semelhantes designadas principalmente aos limoeiros, chamadas de Limonaias, de que é exemplo a Limonaia dos jardins Boboli dos Medici, em Florença, contendo hoje em dia inúmeras variedades de limoeiros raros.

Outro famoso jardim com citrinos, é o Páteo de Los Naranjos na Mesquita-Catedral de Córdoba, um pátio de laranjeiras que se apresenta numa disposição em padrão retangular ao qual está associada uma grelha de canais de irrigação com círculos de pedra ao redor das árvores.

Mas nem sempre é simples ter e manter estas árvores de fruto.

A psila africana (Trioza erytreae) é um inseto que ataca os citrinos transmitindo uma bactéria (Candidatus Liberibacter Africanus) que os destrói. Apesar de transmitida de forma direta e em condições naturais em África (daí o nome) e no Médio-Oriente, esta tem causado grandes estragos nos citrinos em Portugal. Se não for controlada pode ocorrer uma grande queda na sua produção ou até ser o fim destas árvores de fruto.

A direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro nofica os proprietários de árvores de citrinos em determinados concelhos, nomeadamente centro e norte do país, para procederem a certas medidas de proteção fitossanitária, como a poda e destruição de ramos afetados e tratamento com inseticidas autorizados. A sua comercialização encontra-se mesmo proibida nalgumas regiões do país.

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Amália Souto de Miranda

Arquiteta Paisagista – Loci Studio

www.locistudio.pt

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