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As Gramíneas – plantas especiais

As Gramíneas – plantas especiais

As gramíneas são uma família de plantas com inúmeras espécies e cada vez mais apreciadas nos jardins públicos e privados. Nesta grande família incluem-se plantas do nosso dia a dia como arroz, cana-de-açúcar, trigo, aveia ou bambu.

São plantas esteticamente muito atraentes, de fácil manutenção e crescimento rápido, deixam uma marca forte nos espaços e têm diversas texturas e até movimento ao sabor do vento.

A maior parte das gramíneas ornamentais são vivazes, vivendo dois anos ou mais. A sua altura é bastante variável, desde as mais baixas que fazem a cobertura do solo, aquelas que chegam a atingir os dois metros.

As suas inflorescências são como pequenas espigas e diferem das flores a que estamos habituados, têm geralmente formas muito bonitas, destacando-se sobretudo nos meses do inverno. Variam imenso na cor, tamanho e textura. A mudança de cor ao longo das estações torna-as interessantes durante todo o ano, podendo ser douradas ou mesmo vermelhas no outono antes de ficarem castanhas e até desaparecerem no Inverno.

Por todos estes aspetos a conjugação de gramíneas com arbustos é muito apelativa nos jardins. Quanto às suas necessidades, trata-se de uma família muito vasta, pelo que também as suas necessidades são muito variáveis, mas a maioria prefere solos bem drenados e boa exposição solar. Poucas apreciam a sombra, como é o exemplo da Hackonechloa macra.

Quanto à manutenção depende claro da espécie em questão, mas no geral podem ser regadas por sistema de rega gota-a-gota, direcionando a água para as raízes e evitando doenças foliares. Precisam de muito pouca fertilização. Normalmente devem ser cortadas no inverno, mas dado que várias espécies apresentam uma bonita aparência e contraste invernal cortam-se no final desta estação ou no início da primavera.

Apesar da sua grande adaptabilidade, as regiões mais favoráveis ao desenvolvimento de grandes extensões de gramíneas (savanas e pradarias) são as zonas entre desertos e florestas onde as chuvas limitadas não proporcionam o desenvolvimento de florestas densas que cortem a luz que chega ao solo.

Tratando-se de uma família de espécies tão bem sucedidas, e que ocorrem numa grande variedade de habitats, o problema poderá ser tornarem-se invasoras, deve estar atento e nesse caso escolher outra planta, optar por espécies autóctones ou confinar as raízes envasando-as ou colocando obstáculos profundos no solo.

É já conhecido o caso da maioria dos bambus cujas raízes lançam prolongamentos expandindo-se para além do desejado. Também alguns Pennisectum são já consideradas espécies invasoras à escala europeia.

Em Portugal há 92 géneros de gramíneas e cerca de 273 espécies.

Amália Souto de Miranda Arquiteta Paisagista – Loci Studio

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